Ok, I, Clube das Jornalistas Mal Empregadas parece-me um bom nome a dar a esta coisa que vagueia pelos corredores da rede global sem saber muito bem o que é, ao que veio, para onde vai. Assim mais ou menos como nós.
De facto, estamos empregadas. Mas, falo por mim, sinto-me mal empregada para aquilo que estou a fazer, sinto-me subaproveitada e mal remunerada e mal tratada por vezes. Sinto que se não gostasse do que faço não estaria ali nem mais uma hora. Mas pronto, dizem que temos de ir ganhando alguma experiência para oportunidades futuras que nos encham verdadeiramente as medidas. E é em nome da experiência que me levanto todos os dias às 7h30 para fazer o mesmo percurso e me sentar na mesma cadeira e levar com as caras mal humoradas de algumas pessoas. Mas depois há sempre alguém que me salva desse funeral sem mortos... É a minha sorte.
Mal Empregadas, Mal Pagas...Jornalistas. Parece que são conceitos sinónimos hoje em dia...
domingo, 29 de junho de 2008
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Estamos empregadas!!
Ok, as duas jornalistas deste clube estão empregadas... Será que devemos mudar o nome para Clube das Jornalistas Empregadas? Ou será que a precariedade é tanta que é melhor chamarmos isto de Clube das Jornalistas Escravizadas? Bom, mas nesse caso cairíamos numa redundância e talvez devessemos encurtar o nome para Clube das Jornalistas. Dadas as semelhanças óbvias com o Clube de Jornalistas, não gostaria que o meu clube se chamasse assim. Afinal de contas, será que isto é mesmo um clube?? Nas definições de clube, será que vem "ajuntamento de duas pessoas num blog da internet que fala de... coisas"?
Este clube está por um fio...
Este clube está por um fio...
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Conselho!!
É sempre bom ir conhecer os chefões no estado em que eu fui... Além de uma noite de concertos em cima, acordei com uma amigdalite descomunal. Acham bem?
Por isso, um grande conselho: no dia anterior a conhecerem os bosses, não saiam de casa, ok? Fiquem quietinhos nas vossas casas e não se sujeitem a esforços físicos ou mentais... De outra forma, pode correr-vos muito mal!
Por isso, um grande conselho: no dia anterior a conhecerem os bosses, não saiam de casa, ok? Fiquem quietinhos nas vossas casas e não se sujeitem a esforços físicos ou mentais... De outra forma, pode correr-vos muito mal!
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Um dia, é dia de sorrir
Sinto-me grande! Fui a escolhida de entre duzentas e tal pessoas no "portas abertas"... Embora seja pessimamente remunerado e a revista não seja muito interessante, o desafio vale a pena. Estou motivada e espero transformar a coisa. À partida, a revista será aborrecida, mas tenho a certeza que vou conseguir torná-la minimamente interessante. As ideias não param de saltitar como pipocas- umas boas, outras já meias queimadas. Até agora, sou a única pessoa na redacção na revista, embora se espere pelo menos mais uma pessoa a acompanhar-me.
Nos entretantos, tenho tempo para freelancing ou part-times, pelo que conseguirei eventualmente o ordenado mínimo. E ter sido escolhida de entre tanta gente, admito, enche-me verdadeiramente o ego!
Nos entretantos, tenho tempo para freelancing ou part-times, pelo que conseguirei eventualmente o ordenado mínimo. E ter sido escolhida de entre tanta gente, admito, enche-me verdadeiramente o ego!
sábado, 3 de maio de 2008
EJFP
Hoje fui conhecer o Sindicato dos Jornalistas. No Encontro de Jornalistas Freelance e Precários, discutiu-se a relação jornalista - entidade patronal, a precariedade do jornalista actual, e, sobretudo, a dificuldade de sobrevivência dos jornalistas portugueses. E foi bom reencontrar alguns amigos do sindicato!..
Mantive-me calada. O meu objectivo ali era perceber as ideias das outras pessoas também em estado precário e conhecer o que pode ou está a ser feito para contrariar esta triste tendência. Ali ouvi as experiências mais inacreditáveis, como a de um colega que, enquanto estagiava, foi enviado para a Faixa de Gaza com 250 euros obviamente insuficientes no bolso (se não estou em erro), ou a de outro colega que colabora com uma agência à peça, mas cujo ganho das peças não pode jamais ultrapassar os 300 euros mensais, faça ele quantas peças fizer.
A minha geração foi totalmente enxovalhada por aceitar trabalhar de graça... Eles que regressem a um início de carreira a ver se conseguem começar sem ser com trabalhos gratuitos ou, no máximo, com subsídio de transporte e alimentação, quando os estágios curriculares são obrigatórios para terminar o curso... Notou-se ali alguma tensão entre as várias gerações de jornalistas, o que eu acho ridículo, quando aquilo que ali nos levou foi unirmo-nos para conquistar vidas melhores. Não tinha noção deste distancimento entre a geração dos 20's, dos 20 e muitos, dos 30 e tais, dos 40's e depois a velha guarda...
O novo Código do Trabalho parece que tem uns quantos problemas a apontar. Parece que nos prejudica numas quantas coisas, discutidas no EJFP, mas, quanto a mim, tem alguns aspectos que não são assim tão maus (concretizo esta ideia num outro post, ou estarei a sair do âmbito deste).
Alfredo Maia abriu a sessão e bem: "nós, jornalistas, somos todos precários". Mas concluiu-se que há vários níveis de precariedade... Eu sou precária, sem gosto, mas com ambição.
Parabéns ao SJ por tomar estas iniciativas. Obrigada pela luta! Eu estou nesse barco...
Mantive-me calada. O meu objectivo ali era perceber as ideias das outras pessoas também em estado precário e conhecer o que pode ou está a ser feito para contrariar esta triste tendência. Ali ouvi as experiências mais inacreditáveis, como a de um colega que, enquanto estagiava, foi enviado para a Faixa de Gaza com 250 euros obviamente insuficientes no bolso (se não estou em erro), ou a de outro colega que colabora com uma agência à peça, mas cujo ganho das peças não pode jamais ultrapassar os 300 euros mensais, faça ele quantas peças fizer.
A minha geração foi totalmente enxovalhada por aceitar trabalhar de graça... Eles que regressem a um início de carreira a ver se conseguem começar sem ser com trabalhos gratuitos ou, no máximo, com subsídio de transporte e alimentação, quando os estágios curriculares são obrigatórios para terminar o curso... Notou-se ali alguma tensão entre as várias gerações de jornalistas, o que eu acho ridículo, quando aquilo que ali nos levou foi unirmo-nos para conquistar vidas melhores. Não tinha noção deste distancimento entre a geração dos 20's, dos 20 e muitos, dos 30 e tais, dos 40's e depois a velha guarda...
O novo Código do Trabalho parece que tem uns quantos problemas a apontar. Parece que nos prejudica numas quantas coisas, discutidas no EJFP, mas, quanto a mim, tem alguns aspectos que não são assim tão maus (concretizo esta ideia num outro post, ou estarei a sair do âmbito deste).
Alfredo Maia abriu a sessão e bem: "nós, jornalistas, somos todos precários". Mas concluiu-se que há vários níveis de precariedade... Eu sou precária, sem gosto, mas com ambição.
Parabéns ao SJ por tomar estas iniciativas. Obrigada pela luta! Eu estou nesse barco...
segunda-feira, 28 de abril de 2008
UT Austin Portugal
Na era da tecnologia, fica importante para nós saber destas coisas. Mesmo! A quem puder, aconselho vivamente: http://www.utaustinportugal.org/Events.aspx?event=167. O que será de um jornalista do futuro se não sabe o que é, na realidade, o digital e o multimédia? Esta dica chegou pelo Ponto Media, de António Granado.
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Eureka!
Caros amigos, cheguei a ma conclusão. Já sei por que raio não tenho emprego. Além, claro, das taxas significativas de desemprego em Portugal, sobretudo na nossa área, descobri que o meu curriculum tem problemas. Se, numas empresas, tenho pouca experiência profissional para ser aceite, noutras, onde pretendem recém-licenciados e afins, tenho já demasiada experiência... Há sempre um destes motivos presentes em justificações para não ser aceite. O que é que eu faço?
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